003: 【Os Dois Heróis do Colégio Beize】

Sang Pengatur Permainan Hadir di Sini Pedang Cepat di Dunia Persilatan 2453字 2026-03-13 14:47:15

Por volta das oito horas da noite, Iverson chegou ao quarto de Van Hee, já familiarizado com o caminho.

No andar de baixo, o tio Van Le já sabia que Iverson era o prodígio esportivo mais renomado de todo Hampton, frequentemente visto nas emissoras locais da Virgínia, exibindo seu talento exuberante. Todos sabiam que seu futuro era promissor.

Por isso, o tio Van Le sempre tratava Iverson com extrema cortesia, jamais impedindo Van Hee de manter contato com ele.

— Ei, Jack — disse Iverson ao entrar no quarto, atirando para Van Hee uma caixa de comida —: Trouxe um bife do centro da cidade, de primeira qualidade.

Para Iverson, cuja família era pobre, uma caixa de bifes era uma moeda de valor inigualável.

Mas ele era alguém de grande lealdade; sempre que conseguia algo bom, jamais esquecia de oferecer uma parte a Van Hee. Sabia que Van Hee também costumava levar comida para sua família.

Van Hee aceitou o bife sem cerimônia. Aos quinze ou dezesseis anos, a juventude está em pleno desenvolvimento, e comer um pouco mais de carne só poderia contribuir para sua nutrição.

Enquanto Van Hee se ocupava com o bife, Iverson prosseguiu:

— Foi bastante emocionante há pouco. Simmons, Wayne, Stevens e os outros brigaram com alguns brancos na pista de boliche.

Na boca de Iverson, tal coisa era trivial, corriqueira.

Os três nomes mencionados eram conhecidos de Van Hee, amigos de Iverson das ruas, sempre em bando, exibindo-se pela cidade, quase como guarda-costas pessoais de Iverson.

Como estrela esportiva, Iverson facilmente conquistava o respeito e a proteção dos malandros das ruas; era alguém de extrema lealdade, fiel ao bairro e à mãe, fiel ao código de honra das ruas.

Van Hee nunca o julgava, nem tentava corrigi-lo ou persuadi-lo a se afastar daqueles amigos.

Embora fosse dois anos mais jovem que Iverson, Van Hee era singularmente lúcido, talvez devido ao sonho de sete dias e sete noites que tivera; sentia como se já tivesse vivido uma vida inteira, tornando-o notavelmente maduro.

Durante o processo de crescimento, Iverson sempre encontrava inspiração em Van Hee.

Iverson confiava em Van Hee sem reservas, uma confiança distinta da dos becos. Como costumava dizer à mãe: Jack é uma força do bem.

— Decidi abandonar o futebol americano — disse Iverson, que acabara de conduzir o time de futebol americano do Beizer High ao primeiro campeonato estadual 3A de sua história, com uma sinceridade rara. — Vou dedicar toda minha energia ao basquete.

Até então, Iverson vacilava entre o futebol americano e o basquete: um era sua paixão, o outro a chance de melhorar a situação da família.

Esta noite, enfim, tomou sua decisão. E imediatamente confidenciou ao amigo dois anos mais jovem, Van Hee, único a quem podia revelar o coração.

— A NBA é absolutamente insana. Depois do campeonato colegial do ano que vem, vou direto para o draft da NBA de 1994. Antes disso, pretendo participar de alguns camps de treinamento neste verão. Ouvi dizer que Sampson voltará para a Virgínia e abrirá um camp, que atrairá muitos profissionais do basquete, e preciso me destacar ali... No ano que vem, com certeza participarei do McDonald's All-American, reservado aos alunos do último ano... Eu vou triunfar...

Iverson falava sem parar.

Ao ouvir isso, Van Hee franziu o cenho; algo lhe parecia estranho: 94? Draft colegial?

Sentia uma inquietação inexplicável.

Iverson ainda murmurava ao lado.

— Sabe, Jack? Shaquille O'Neal entrou na NBA no ano passado e já virou milionário; o Orlando Magic lhe deu um contrato de sete anos por 41 milhões de dólares. O segundo colocado, Mourning, recebeu seis anos por 26 milhões. Ambos podem romper o contrato no quarto ano.

— Maldição. É quase um assalto, mas perfeitamente legal.

As palavras de Iverson também surpreenderam Van Hee; eram números astronômicos. Jogar basquete por um ano e ganhar milhões de dólares... O tio Van Le, com seu restaurante de hambúrgueres chineses, trabalhava duro o ano inteiro e mal chegava a doze mil dólares, mesmo após conquistar o mercado negro nos últimos dois anos.

Com a comercialização do basquete, os salários da liga dispararam. Quando Magic Johnson assinou um contrato de 25 anos por 25 milhões, era considerado exorbitante; agora, um novato já começa com salário de três milhões.

Números assim só podiam estimular os jovens gênios dos guetos.

— Está combinado, Jack. Vamos juntos ao draft. Se eu for escolhido, vou exigir que o time que me contratar te ofereça um contrato também. — Iverson bateu forte no peito, fiel ao seu espírito de camaradagem.

Van Hee sorriu.

— Preciso ir. Depois de amanhã jogamos contra o Hampton High. Está pronto? Este ano, temos que conquistar o título.

Iverson deu um tapinha no ombro de Van Hee e saiu do restaurante de hambúrgueres chinês.

Após a partida de Iverson, Van Hee acariciou a barriga cheia e levantou-se para se alongar.

Então, uma sequência de palavras-chave lhe assaltou a mente: pista de boliche? briga? 94? draft? Iverson.

Algo não estava certo!

Quanto mais pensava, mais sentia uma espécie de crise iminente, como se algo terrível estivesse prestes a acontecer.

Tinha a sensação de já ter vivido isso em seu sonho.

Era algo completamente diverso do déjà vu descrito nos livros de psicologia.

...

Às quatro da manhã, Van Hee já estava de pé, ajudando o tio Van Le a preparar os “hambúrgueres chineses” do dia. Depois de comer um prato de macarrão, saiu rumo ao Beizer High, mochila nas costas.

Van Hee tinha desempenho escolar mediano, mas certamente superior ao repetente Iverson, ao menos não precisava temer a questão da graduação.

Como membro do time escolar, podia faltar às aulas quando quisesse. Afinal, escolas públicas eram permissivas, quase um regime de ensino livre. Para realmente se destacar nos estudos, era preciso ir para um colégio particular de elite.

Van Hee entrou no ginásio, fez alguns alongamentos e iniciou o treinamento.

Com um metro e oitenta e cinco de altura, dois metros de envergadura e sessenta e sete quilos e meio, Van Hee era o armador do Beizer High.

Seu estilo de jogo era... peculiar. Embora seu físico fosse ordinário, sua habilidade de controle de bola era excepcional. Os jogadores do Beizer High unanimemente consideravam o controle de bola de Van Hee superior ao de Iverson, pois a exuberância de Iverson dependia mais de seu físico extraordinário, capaz de dribles extravagantes e mudanças de direção abruptas, sua explosão e velocidade sempre eliminando o adversário com um crossover assassino.

Mas Jack era diferente. Seu controle de bola era uma extensão da imaginação, uma exibição de beleza, sempre surpreendendo com movimentos imprevisíveis, mas lógicos. A bola, em suas mãos, parecia um ioiô guiado por fios invisíveis. Quem enfrentava Jack precisava se preparar para ser humilhado intelectualmente.

De certo modo, Van Hee e Iverson representavam dois estilos extremos do streetball de Hampton.

Um veterano das ruas de Hampton costumava dizer: “when-Iverson-cross, it’s-over! when-Jack-cross, it’s-joke!”

Quando Iverson faz o crossover, tudo termina. Quando Jack faz o crossover, nasce a cena cômica.

...