Capítulo Cinco: O Primeiro Encontro

Melintasi Waktu: Cinta Abadi Sepanjang Seribu Tahun Roh Air yang Memancar 1656字 2026-03-15 14:53:01

Na encosta da Montanha Nevada de Langyu, mais de vinte guerreiros completamente armados empenhavam-se ao máximo em uma perseguição desesperada ao príncipe lobo, Yu Han, que já havia vencido três quartos da subida, acompanhado de seu fiel guarda-costas.

— Meu jovem mestre, por favor, diminua o passo! Considere que sou mil anos mais velho que Vossa Alteza... Peço que abrande a marcha, estes velhos ossos ainda desejam viver por mais alguns milênios! — clamava, ofegante, o guarda-costas que seguia Yu Han de perto. A inclinação abrupta da montanha obrigou-o a reduzir o ritmo, distanciando-se cada vez mais do príncipe, já sentindo o fôlego falhar.

Adiante, a cerca de um quilômetro, um jovem trajando um manto púrpura, de postura altiva e elegante qual jade, deteve-se e, franzindo levemente o cenho, voltou-se:

— Luoyu, como ousa dizer isso? É verdade que nasceste mil anos antes de mim, mas para nós, lobos, mil anos passam num piscar de olhos! E ainda assim tens a audácia de te chamar velho?

Luoyu exibiu um sorriso tímido, mostrando a língua:

— Este servo não ousa! Absolutamente não ousa!

Após responder humildemente, voltou o olhar para seu senhor, a quem admirava com devoção: Han Yu, o Príncipe Lobo, herdeiro da segunda geração do clã. No reluzente cenário da neve, Han Yu, envolto no manto púrpura, erguia-se imponente sob a sombra do cume, irradiando uma majestade natural: apesar de contar apenas doze anos, já alcançava um metro e oitenta e dois de altura.

O povo lobo era uma raça independente, distinta do Reino Celestial, do Reino Espiritual e do Reino Humano; possuíam tanto as artes místicas e magias dos imortais quanto uma força sobre-humana, dons inatos extraordinários. Contudo, podiam experimentar a alegria do crescimento — um privilégio que os imortais desconheciam: até os trinta anos, os machos lobos cresciam como humanos, do berço à maturidade, tornando-se gradualmente mais fortes; o mesmo se dava com as fêmeas.

Aos trinta anos, para os machos, e vinte, para as fêmeas, o crescimento físico quase estacionava; assim, ao atingirem o auge da perfeição humana, permaneciam eternamente naquela idade, com a longevidade estendendo-se indefinidamente. Certamente, não eram imortais — sua vida, como entre os imortais, dependia do cultivo e do posto dentro da hierarquia lupina. Han Yu, situado no ápice da pirâmide, nascera destinado a rivalizar com o próprio céu em longevidade.

Lançando um novo olhar ao fiel, mas agora “exausto e queixoso” Luoyu — ele próprio selecionado entre milhares —, Han Yu girou sobre os calcanhares, cruzou as mãos às costas e, concentrando o qi, galgou num átimo até o sopé do pico.

— Chefe, espere por mim! — Luoyu arrastava-se, fingindo fadiga.

— Fique abaixo, Luoyu! A névoa milenar do cume, desta vez, será só minha! — Han Yu ergueu o olhar para as escarpas íngremes acima, apoiou-se na borda e, com movimentos ágeis, escalou as brancas falésias. Em breve, já no topo, contemplava orgulhoso o diminuto Luoyu ao longe e transmitiu-lhe a mensagem: — Desta vez saíste perdendo! Este ano a neve é abundante, e a névoa milenar abriu-se por inteiro! Vou saboreá-la sozinho!

Retomando o ar travesso de um menino de doze anos, Han Yu começou a comer com avidez a névoa milenar, um fruto raro e precioso. Ao receber a mensagem à distância, Luoyu sorriu com a benevolência dos anciãos, pensando consigo: “Coma à vontade, futuro rei dos lobos. Ao saber que a névoa milenar, tão rara e valiosa, frutificou em abundância, trouxe-te sem hesitar. Este fruto pode condensar duzentos anos de cultivo em apenas um! Como ousaria competir contigo?”

Apesar da juventude, Han Yu distinguia-se em todos os aspectos graças ao seu sangue nobre. Uma das qualidades mais marcantes era a força de vontade incomum; após devorar dez frutos, e apesar do sabor inigualável, decidiu parar. O velho rei lobo lhe dissera certa vez: “Quem não governa a si mesmo, jamais governará outros.” Han Yu, reconhecendo a sabedoria, guardou tais palavras no coração e as pôs em prática.

Entretanto, ao abrigar dez frutos no ventre, percebeu um calor inusitado percorrendo-lhe o corpo — e, perspicaz como era, logo compreendeu a razão. Dirigiu-se então à outra extremidade do cume, decidido a testar sua descoberta.

Preparava-se para saltar quando, no imaculado lençol de neve lá embaixo, divisou um pequeno ponto cor-de-rosa. Concentrando-se, percebeu tratar-se de uma criatura caída, e o mais alarmante — era humana. Jazia junto a uma pedra, claramente ferida, com uma mancha extensa de sangue vermelho ao lado da cabeça, o que, em contraste com a neve, tornava-se ainda mais chocante.

— Uma humana! — murmurou Han Yu. Entre os três grandes mundos, apenas o sangue humano era vermelho. “Mesmo entre os lobos, poucos vêm até aqui... Como pode haver humanos?”

Sem hesitar, lançou-se do cume, descendo velozmente sem auxílio algum.

Nesse momento, os guardas exaustos alcançaram finalmente Luoyu, que, satisfeito ao perceber que Han Yu absorvera todo o poder da névoa, ordenou:

— Depressa!

E, liderando os guardas, precipitou-se na direção em que o príncipe lobo desaparecera, rumo ao desconhecido.