Capítulo 2: O Arrependimento do Compromisso Nupcial

Jenazah Sang Jelita, Si Penjual Pisau dengan Utang Mu Zichen 2331字 2026-03-12 14:45:53

— Pai, assim que terminar, vamos embora logo, por favor. Este lugar miserável está impregnado de um cheiro de esterco de porco, não consigo suportar ficar aqui nem mais um instante — disse Bai Fanshu, com uma expressão de repulsa, abanando a mão diante do rosto.

Não fui só eu que me senti ofendido; também os outros aldeões presentes mudaram de semblante ao ouvir tais palavras.

— Insolente! O senhor Wu é um benfeitor da nossa família Bai; como ousa ser tão desrespeitosa? — Bai Yan repreendeu-a severamente, embora, em silêncio, retirasse um contrato de casamento amarelado pelo tempo e um cartão bancário.

Antes que Bai Yan pudesse dizer algo, Bai Fanshu já ironizava:

— Em que época vivemos?! Ainda acreditam em casamento arranjado por ventre materno?

Bai Yan lançou um olhar fulminante à filha, mas logo se voltou para mim, com uma expressão amável:

— Jovem senhor, neste cartão há um milhão. Creio que, diante do compromisso de casamento com minha filha, o senhor valorizará mais essa quantia.

Ri amargamente para meus botões. Um milhão apenas, para pagar uma dívida de gratidão tão imensa quanto a de salvar uma família? Vocês, senhores da família Bai, gastam o dobro disso em um ano, apenas frequentando bordéis, não?

A verdade é que já não me importo se este casamento pode ou não romper meu destino solitário e minhas calamidades; o que me importa é a honra de meu avô.

Quando ele estava vivo, prometi-lhe que levaria o livro de contas e cobraria as dívidas. Não posso falhar já na primeira cobrança, não é?

— Senhor Bai, sendo homem de negócios, imagino que, independentemente da época, pessoas de sua posição devem honrar o espírito do contrato, não concorda?

— Bem... — Bai Yan hesitou, ciente de sua culpa, mas Bai Fanshu, de repente, arrancou o contrato de casamento de suas mãos e o lançou ao braseiro onde ainda ardia o dinheiro de papel.

— Pronto, o contrato se foi. Agora podemos desfazer nosso compromisso, não? — Bai Fanshu, com um sorriso frio, bateu as mãos para limpar a fuligem.

Ver aquela jovem agir com tamanha insolência no salão funerário fez minha paciência atingir o limite.

Bai Yan, furioso, levantou a mão e deu-lhe um tapa.

— Volte para o carro, imediatamente!

— Vou, e não faço questão de ficar aqui. Este lugar só me dá azar! — Bai Fanshu, segurando o rosto, correu para o carro, visivelmente magoada.

Eu, contemplando o contrato de casamento consumido pelas chamas, sentia uma fúria ardente no peito.

Embora meu avô já não estivesse entre nós, sua reputação de mestre adivinho, o célebre “credor de facas”, permanecia intacta. Nenhum homem poderia destruir os contratos e regras estabelecidos por ele.

Meu avô ensinou-me a retribuir favores e a vingar injustiças!

Sobretudo contra ingratos, que esquecem a bondade recebida e destroem as pontes depois de atravessá-las!

Se não puder vingar meu avô desta humilhação, estaria eu honrando seus dezenove anos de dedicação à minha criação?

— Senhor Bai, aceitarei este dinheiro, mas não gastarei um centavo em benefício próprio. Usarei seu nome para construir fábricas e consertar estradas na aldeia, como forma de acumular méritos para sua família Bai.

Falei com serenidade.

Bai Yan, ao ver-me aceitar o dinheiro, suspirou de alívio.

— Que bom que aceitou. Assim, meu coração fica mais tranquilo.

— Um milhão é uma quantia considerável. Peço que aguarde um momento, senhor Bai. Seguindo o exemplo do meu avô, desejo emprestar-lhe uma faca, um gesto simbólico da minha parte. Por favor, não recuse minha oferta.

Falei com sinceridade.

— Pois bem, já que é de coração, aceito com gratidão — respondeu Bai Yan, ainda relutante, mas constrangido demais para recusar.

Sorri e me afastei, adentrando o porão da antiga casa. Com o rosto sombrio, procurei em um baú de madeira de mogno uma faca envolta em tiras de tecido, coberta de talismãs.

Há quinze anos, meu avô emprestou uma “faca benigna” à família Bai, ajudando-os a mudar o destino.

Hoje, porém, eu lhes dou uma “faca maligna”, para que a desgraça se abata sobre eles, trazendo inquietação e tormento.

Com sangue fresco na ponta dos dedos, reprimi temporariamente a aura nefasta da faca, coloquei-a na caixa de madeira e entreguei-a a Bai Yan.

— Esta faca pode garantir à família Bai sustento e prosperidade...

Bai Yan recebeu o baú com solenidade, enquanto Bai Fanshu resmungou:

— Superstição feudal! Nossa família Bai ergueu-se graças ao talento e ao trabalho, não com ajuda de charlatães. Na verdade, nem deveríamos dar esse milhão!

Jamais, diante de tantos, Bai Fanshu fora castigada pelo pai. Ferida pelo tapa, continuou a insultar a mim e ao meu avô.

Desta vez, meu coração permaneceu impassível, mas os aldeões, gratos pelo que meu avô lhes fizera, não suportaram e começaram a expulsar Bai Yan e a filha, lançando pedras e lama.

— Jovem senhor, peço desculpas por hoje. Quando voltarmos, darei uma lição à minha filha. Se precisar de algo, as portas da família Bai estarão abertas!

Bai Yan, com o semblante carregado, correu para o carro e apressou o motorista.

— Gente rude! Se quebrarem nosso carro, nem vendendo todos vocês pagarão o prejuízo! E você, Wu Liu Yi, não passa de um galináceo da montanha, jamais sonhe casar com uma dama como eu!

Bai Fanshu, tomada de rancor, lançou insultos antes de fechar a janela do carro.

Olhando o automóvel luxuoso afastar-se, sorri friamente, pois sobre o teto já se formava uma aura funesta.

Aquela energia maligna se desdobrava, tomando a forma de pequenos demônios que brincavam sobre o carro...

Com a partida da família Bai, a farsa chegou ao fim. Entreguei o cartão bancário ao chefe da aldeia, pedindo que usasse para beneficiar os moradores.

Mas o velho não aceitou de jeito nenhum.

— Liu Yi, o senhor Wu nos deu tanto que jamais poderíamos retribuir. Não aceitaremos esse dinheiro! Que a família Bai não pense que, por terem dinheiro sujo, podem pisar nos pobres da aldeia!

— O velho chefe tem razão. Esse dinheiro sujo eu devolverei!

O chefe, exibindo seus dentes amarelos, deu-me um tapinha no ombro.

— Bom rapaz, tens fibra. Já é tarde, cuidando do funeral estes dias, deve estar exausto. Vá descansar.

A noite caía, as pessoas dispersavam. Retornei à velha casa, arrumei meus pertences, pronto para partir ao amanhecer rumo a Jiangcheng, seguir cobrando as dívidas.

Contudo, uma preocupação me assaltava: famílias como a Bai, magnatas do setor imobiliário, certamente contratariam mestres de feng shui para proteger seus lares.

Nunca recebi os ensinamentos verdadeiros do avô, apenas aprendi o que pude às escondidas. Conseguiria enfrentar aqueles mestres?

Só me restava levar comigo os talismãs e facas, benéficas e malignas, deixados por meu avô, na esperança de que, no momento crucial, fossem úteis.

Enquanto vasculhava baús e armários, de repente senti uma corrente de frio cortante atrás de mim.

No início, não dei importância, até que ouvi o ranger inquietante de algo se movendo.

Virei-me bruscamente, e fiquei estupefato ao ver a tampa do caixão negro deslizando lentamente!

À luz tênue, sombras vermelhas agitavam-se dentro do caixão, como se o cadáver feminino, incorrupto, estivesse prestes a erguer-se...