Capítulo 4: A Cidade do Jogo Chama

Menantu Raja Seribu Penipu Kakak tua yang lumpuh 3792字 2026-03-15 14:41:53

Ao abrir a porta do apartamento, Yahuan entrou imediatamente, tomada de preocupação:
— Xiaodao, você está bem?

Chen Xiaodao balançou a cabeça com um sorriso tranquilizador:
— Esposa, não se preocupe. Não só estou bem, como, depois de todos esses anos ao meu lado, prometo que nunca mais te deixarei sofrer, nem por um instante sequer.

Hu Yahuan não conteve uma risada:
— Você realmente gosta de se gabar, não é?

— Ora, e este senhor? — perguntou ela, notando o cavalheiro elegantemente vestido atrás de Chen Xiaodao.

Antes que Huazai pudesse se apresentar, Chen Xiaodao lhe lançou um olhar significativo, apressando-se em responder:
— Este é o Huazai, um velho colega dos tempos de escola. Fomos muito próximos. Aliás, foi ele quem acabou de pagar a cirurgia do meu avô.

Huazai entendeu de pronto a intenção de Chen Xiaodao, percebendo que o antigo chefe desejava uma vida comum, longe do passado, e colaborou:
— Prazer, cunhada! Na escola, Xiaodao fazia meus deveres de casa todos os dias!

O semblante surpreso de Hu Yahuan suavizou-se em um sorriso caloroso:
— Huage, muito obrigada por nos ajudar com a cirurgia do avô do Xiaodao. Foi uma grande ajuda para nossa família. Entre, entre, sente-se.

Os três entraram, e Hu Yahuan sentiu-se aliviada em silêncio: afinal, seu marido, por mais insignificante que pudesse parecer, ainda conservava amigos influentes — de outra forma, hoje seria um dia difícil.

Logo ela foi à cozinha, cuidando do jantar. Apesar de jovem e bela, Hu Yahuan não tinha nada da delicadeza ociosa das jovens ricas; ao contrário, era diligente e exímia nos afazeres domésticos, uma esposa verdadeiramente virtuosa e recatada.

Huazai, ao adentrar o pequeno apartamento alugado de Chen Xiaodao, reparou nos meros cinquenta metros quadrados, mas tudo estava arrumado e acolhedor, transformado por Hu Yahuan num verdadeiro lar.

Sentando-se no sofá, riu:
— Xiaodao, agora entendo por que quis abandonar a antiga vida. Ora, com uma esposa tão linda e sensata, e um lar tão aconchegante, é uma vida de sonhos!

Chen Xiaodao sorriu:
— Mansões são cheias de esplendor, mas quanto mais alto se está, mais frio se sente. Nada se compara ao conforto do meu pequeno ninho. Não acha?

Riram juntos e continuaram conversando até que Hu Yahuan trouxe à mesa alguns pratos de sua especialidade, limpando as mãos no avental:
— Desculpem-me, mas comam vocês dois. O escritório acabou de ligar, terei de fazer hora extra... Não há jeito...

Huazai e Chen Xiaodao, em perfeita sintonia, nada disseram. Com a esposa ausente, poderiam conversar com mais liberdade. Chen Xiaodao a acompanhou até a porta.

Ao retornar, serviu uma dose generosa de bebida a Huazai e perguntou:
— Huazai, desde que parti, como estão os demais irmãos?

Huazai ergueu o copo e brindou antes de responder:
— Xiaodao, depois que se foi, usamos o dinheiro que deixou para abrir uma pequena casa de jogos. Graças à sua reputação, o negócio prosperou nestes dois anos. E não ficamos só nisso, investimos em outros ramos também.

— Mas todos sentem falta dos tempos em que você estava conosco. Desde sua partida, ficou um vazio.

Embora Huazai mencionasse apenas uma “pequena casa de jogos”, Chen Xiaodao sabia bem o que isso significava em uma cidade do jogo. Não basta ter coragem para abrir um negócio ali: só para começar, seria necessário um capital equivalente a dezenas de caminhões de dinheiro. O dinheiro do mundo do jogo é de outra natureza.

Chen Xiaodao sorriu, satisfeito, enchendo novamente o copo do amigo:
— Saber que vocês estão ganhando a vida honestamente me tranquiliza. Mesmo sendo uma casa de apostas, se for justa e honesta, sem ludibriar ninguém, o dinheiro é limpo — e o Céu não os punirá. Quanto a mim, fico por aqui, vivendo como entregador de comida, e estou muito bem assim.

Era a pura verdade: a vida modesta e simples lhe dava paz. Se voltasse àquela cidade de festas e tentações, talvez perdesse o que restava de si mesmo.

Mas Huazai pousou a mão no ombro de Chen Xiaodao, interrompendo o raciocínio:
— Xiaodao, você precisa voltar.

— Como?

Huazai suspirou:
— Sabe por que vim atrás de você com tanta urgência?

— O que houve?

— A cidade do jogo está em apuros!

Chen Xiaodao fez um gesto para que continuasse.

— Aconteceu assim: há um ano, chegaram à cidade alguns japoneses. Vieram desafiar nossas casas. Eram realmente impressionantes: em cada cassino, estouravam todos os limites. Chegaram até a vencer o “Pujin”!

Ao ouvir aquele nome, Chen Xiaodao mostrou interesse. Dentre os grandes cassinos, o Pujin era dos mais antigos, situado no sudeste da cidade, com sete andares, cada um com um limite diferente. O primeiro era aberto ao público, mas do segundo em diante, só milionários tinham acesso. Os andares superiores exigiam ainda mais, e ali o jogo já não era por dinheiro, mas por reputação.

No sétimo andar encontrava-se o lendário Sr. He, o imperador do jogo, décima sexta geração da família He, cuja habilidade de manipular cartas era insuperável. Anos atrás, Chen Xiaodao só conseguiu empatar com ele após mais de cinquenta duelos.

E agora, estrangeiros tinham derrotado até o Pujin?

Huazai prosseguiu, sua narração vívida transportando Chen Xiaodao para a fatídica noite do desafio.

[...]

Naquela noite, o edifício Pujin resplandecia. Jogadores de todo tipo se reuniam à porta, assistindo à disputa entre os japoneses e o Sr. He nos telões. Jogavam pôquer Texas Hold’em, cada lado com sua pilha de fichas. Após vinte rodadas, o Sr. He já perdera metade.

Na vigésima primeira mão, ele observou as cartas e apostou todas as fichas — um all-in. Saito, o líder japonês, sorriu com desdém e aceitou. Era o momento decisivo.

O Sr. He, no entanto, foi derrotado. Com mais de sessenta anos, cuspia sangue sobre a mesa.

Saito e seus homens deixaram o cassino, detendo-se à porta do Pujin. As multidões que os cercavam viam-se entre o ressentimento e a impotência.

Foi então que Saito, do alto de sua arrogância, proclamou:
— Os filhos do Dragão não são de nada!

A multidão fervilhou, mas nada podiam fazer. A habilidade dos japoneses era tamanha que venceram todos os cassinos. O que mais doía era que, embora a cidade sempre tivesse grandes jogadores, nos últimos anos todos sumiram, restando apenas o velho Sr. He — e, como a transmissão ao vivo mostrara, ele já não tinha forças.

Quando a segurança os escoltava para fora, alguém na multidão gritou:
— Vocês ainda não derrotaram o mestre Chen Xiaodao!

De súbito, todos se lembraram do lendário jogador desaparecido há dois anos. Sim, o mais jovem campeão da história da cidade! A esperança renasceu em todos.

O nome de Chen Xiaodao era a luz no meio da escuridão.

Saito, prestes a partir, ouviu o nome, virou-se e declarou, com interesse:
— Alguém ainda se recusa a aceitar? Então tragam esse tal de Dao até mim. Eu o espero aqui!

[...]

Huazai concluiu o relato:
— Agora você entende, Xiaodao? Enquanto Saito não for vencido, nossa cidade não terá dignidade.

— Todos aguardam o seu retorno!

Chen Xiaodao ouviu tudo em silêncio. Mas Huazai já via o brilho em seus olhos. Levantou-se de um pulo, ajoelhou-se com um punho fechado diante da mesa:
— Xiaodao! A cidade do jogo aguarda o seu retorno!

Chen Xiaodao compreendia a paixão do amigo: aquilo já era uma questão de honra nacional. Para os turistas, a cidade eram apenas cassinos; para os verdadeiros jogadores, era um lar. E permitir que um estrangeiro a humilhasse? Jamais.

Ele ergueu o copo, bebeu-o de um só gole, e puxou Huazai para levantar-se:
— Irei contigo. Está na hora de dar uma lição nesse Saito.

— Excelente! — exclamou Huazai, quase querendo arrastá-lo porta afora naquele instante.

Mas Chen Xiaodao ponderou:
— Não precisamos ter pressa. Saito está lá, não fugirá. Já que decidi retornar, tratarei primeiro dos meus assuntos. Aqui é o meu lar. Espere uns dias, Huazai. Quero dar a Yahuan o casamento que lhe prometi, e então irei contigo.

Na verdade, Chen Xiaodao e Hu Yahuan haviam apenas registrado o casamento, sem cerimônia, sem alianças, pois ele era pobre. Sempre sentira essa culpa.

Huazai arregalou os olhos:
— Xiaodao, com uma esposa tão virtuosa, você nunca lhe deu um casamento? Isso é imperdoável!

Chen Xiaodao sorriu, amargurado:
— Que posso fazer? Não passo de um entregador de comida.

— Você brinca! Era o mesmo que, em uma aposta, levou vinte escrituras de imóveis da capital! — retrucou Huazai.

— Basta de passado. Amanhã trataremos dos preparativos do casamento. Quero surpreender Yahuan, então nada de espalhar a notícia, entendeu?

— Como queira, Xiaodao. Deixemos Saito se divertir mais um pouco.

[...]

Conversaram noite adentro. Huazai ficou em Yangcheng, hospedando-se em um hotel até o casamento, aproveitando para turistar.

Após o jantar, Chen Xiaodao foi ao hospital saber do avô — a cirurgia fora um sucesso, o que o tranquilizou. Na manhã seguinte, vestiu o uniforme amarelo de entregador e saiu cedo para o trabalho.

Apesar dos quinhentos mil que Huazai lhe dera, não tocara em um centavo. Prestes a voltar ao cenário das apostas, precisava manter a mente serena.

No jogo, apenas trinta por cento é técnica; o resto depende do estado de espírito. Trabalhar e preparar o casamento eram, em essência, formas de se preparar para o confronto com Saito.

Queria sentar-se à mesa de apostas no mais pleno equilíbrio, para dar o melhor de si.

De toda forma, aquela manhã estava fraca de entregas. Depois de esperar por horas sem pedidos, decidiu aproveitar para comprar as alianças para Yahuan.

Montou sua bicicleta elétrica, com o colete amarelo de entregador, e dirigiu-se à maior joalheria da cidade.

Ao entrar, a atendente, com expressão severa, disparou:
— Vou te dar uma avaliação negativa! Passou três minutos do prazo!