Capítulo Um O Gato Preto

Pejabat Kecil Pengusir Iblis dan Penakluk Siluman Tujuh Keanehan Zhuyin 4297字 2026-03-12 07:05:00

— Um demônio felino apareceu! —

Ao ecoar um grito apavorado, o som urgente dos tambores e gongos irrompeu por toda a rua e viela.

Tum tum tum tum tum tum tum.

Ao compasso da música estrondosa, dezenas de oficiais do condado trajando vestes negras, empunhando espadas e lanças, precipitaram-se pelo caminho, seguidos de perto por arqueiros e besteiros recrutados do acampamento militar a mando do magistrado.

— Matem!

Na vanguarda, os guardas portavam escudos de meia-altura, nos quais estavam pintados, em traços ferozes, os antigos deuses Fang Bi e Fang Xiang, protetores contra espíritos malignos. Irmãos formidáveis, célebres generais do período Yin-Shang, combatentes incansáveis, seus retratos eram usados para afastar o infortúnio e repelir demônios.

— Matem!

No centro, os oficiais empunhavam lâminas reluzentes, usavam faixas vermelhas na cabeça e traçavam no rosto linhas de cinábrio misturado ao sangue de galo, conferindo-lhes um aspecto de bravura indizível.

— Matem!

Na retaguarda, robustos homens brandiam lanças de ponta vermelha, torso nu, músculos e veias saltadas, todos ostentando, abaixo da nuca, o selo do condado de Qingtian, gravado em quatro caracteres singulares de estilo pequeno.

Aqui era Qingtian.

E, há três meses, ali havia uma inquietação causada por espíritos. Sabia-se apenas que era um demônio felino; outros detalhes permaneciam obscuros. Qingtian era pobre, seu último magistrado havia abandonado o cargo às pressas, deixando tudo ao abandono e ao descaso.

A população, desesperada, reuniu dinheiro e contratou monges e taoístas para capturar o demônio. O monge, após realizar um ritual grandioso, proclamou o espírito derrotado, recolheu o pagamento e desapareceu. O taoísta, dotado de algum poder, enfrentou o demônio duas vezes, mas acabou perecendo em combate.

Sem alternativas, os habitantes trancavam portas e janelas ao entardecer, não ousando sequer acender uma lâmpada. Tal estado perdurou meio mês, até que um novo magistrado assumiu e começou a enfrentar o demônio.

Dizia-se que esse magistrado era corajoso: ousou preparar uma armadilha, ordenando que todos os oficiais do condado se ocultassem em emboscada, aguardando pacientemente que o espírito caísse.

Hoje, finalmente, o demônio mordera a isca.

— Miau —

Um miado agudo ressoou, e uma sombra negra correu pela outra extremidade da rua. Era tão grande quanto um búfalo, movendo-se com velocidade pelas vias quase desprovidas de luz.

— Fogo.

O jovem magistrado, sem traço de hesitação diante do espírito, apertou mais firme sua espada ancestral, mantendo olhos bem abertos para captar o movimento do demônio felino.

Ao ver a criatura se aproximar da armadilha, bradou em voz alta:

— Fogo!

De repente, incontáveis homens surgiram sobre os muros do lado da rua, escolhidos a dedo entre os mais vigorosos do condado, cada um segurando duas tochas especiais, cujas chamas brilhavam intensamente e dançavam ao vento.

Com um grito vigoroso, lançaram as tochas com toda força, não contra o demônio, mas atrás dele.

As tochas, amontoadas, ergueram uma muralha de fogo, bloqueando a rota de fuga do demônio felino.

A luz intensa revelou, enfim, a forma da criatura que atormentava Qingtian havia três meses.

Era um gato negro, maior e mais robusto que um búfalo, sem listras ou marcas, sem o carácter “rei” na testa, e seu rugido era um miado puro.

Tudo indicava: era um gato negro que havia alcançado a essência espiritual.

— Miauaar —

Sua boca, repleta de dentes afiados, abriu-se, exalando um fedor nauseante.

Quase solidificado em vórtice negro, o hálito atingiu os escudos da linha de frente, e o som corrosivo foi audível: o ferro dos escudos já exibia marcas de deterioração.

Os soldados das filas posteriores cambalearam sob a ventania demoníaca; alguns, mais débeis, sentiam o gosto pútrido invadir-lhes a boca.

O jovem magistrado também se sentiu afetado, vacilando por um instante, logo retomando o equilíbrio. Não por força marcial, mas por algo guardado em sua bolsa à cintura.

Esse objeto irradiava uma luz jadeada, dispersando o vento negro num raio de três pés, impedindo que a energia demoníaca se aproximasse.

Era o selo do condado de Qingtian.

Esculpido em jade branco, fora presenteado ao condado na fundação do Império Qi, pelo próprio mestre celestial. Reza a lenda que cada selo contém encantamentos gravados com sangue vital pelo mestre celestial, e só a presença do selo afasta espíritos menores.

— Hei! Demônio audaz, hoje não escapará da justiça deste oficial!

O magistrado, então, lançou de lado a espada, retirando o selo de Qingtian de sua bolsa.

O selo, talhado em jade, irradiava luz suave, e no topo repousava uma criatura desconhecida, de olhos fechados, juba ao pescoço, sentada sobre uma plataforma circular.

Com ambas as mãos, o magistrado ergueu o selo, mordeu a ponta da língua e aspergiu sangue sobre o jade. Era um segredo entre oficiais: o sangue puro da língua desperta o poder oculto do selo.

Ao tocar o sangue, o selo brilhou ainda mais intensamente. O magistrado, com sangue entre os lábios, ergueu-o acima da cabeça:

— Peço ao mestre celestial auxílio, que execute este demônio!

Imediatamente, a criatura de jade abriu lentamente os olhos.

O demônio felino, percebendo o perigo, impulsionou-se com as patas traseiras, derrubando os escudeiros, enquanto os demais agitavam armas contra ele.

Mas era em vão: as lâminas não penetravam sequer o pelo do demônio.

— Protejam o magistrado!

Sabendo da inutilidade, sabendo do risco, os guardas ainda avançavam bravamente.

O som das cordas de arco ecoou; flechas especializadas, temidas no campo de batalha, eram disparadas a menos de cinquenta passos.

As flechas rasgavam o ar, cravando-se nas pelagens do demônio, mas apenas as pontas penetravam, o corpo permanecia intacto. O demônio sacudiu-se, e as flechas caíram.

Que pele dura tem esta criatura!

Os guardas tombaram, e os arqueiros largaram os arcos, empunhando grandes espadas de campo para atacar.

Não subestimem esses homens: arqueiros capazes de manejar arcos de três pedras são de força extraordinária, capazes de decepar cavaleiros e montarias num só golpe.

Bang! A lâmina atingiu a testa do demônio, faiscando.

Nesse instante, um rugido ensurdecedor irrompeu.

O demônio ficou imóvel, como sob um feitiço de paralisia. Suas garras cortavam o solo, mas por mais que lutasse, não avançava.

A besta de jade, olhos abertos, olhou fixamente o demônio, dentes reluzentes entre os lábios, emitindo sons aterradores.

O selo, sem vento, elevou-se acima do demônio.

Num piscar de olhos, o selo, antes do tamanho de uma palma, tornou-se do tamanho de uma mó, e a criatura de jade parecia viva.

O selo desceu, imprimindo no solo uma marca quadrada, como uma cela invisível e impenetrável, permitindo a entrada das armas dos guardas, mas impedindo qualquer fuga do demônio.

A névoa negra elevou-se, tocando o selo branco, produzindo sons corrosivos.

O rugido do demônio foi diminuindo e, após uma hora, silenciou por completo.

O magistrado e os guardas, exaustos e suados, viram o demônio imóvel, aparentemente sem vida, e baixaram as espadas para descansar.

Mas não perceberam as fissuras que se formavam nos cantos do selo suspenso, nem os olhos da criatura de jade, outrora ferozes, que agora se fechavam lentamente.

— Senhor... como devemos proceder com esta criatura?

O chefe dos guardas aproximou-se, perguntando as ordens.

— Ao amanhecer, ordene aos habitantes que tragam madeira e óleo; queimaremos este demônio.

O magistrado, tremendo de cansaço, ainda mantinha a mente lúcida ao anunciar o próximo passo. Sentou-se no chão, e os guardas, igualmente extenuados, seguiram seu exemplo.

Olhando para o leste, avistou-se o primeiro clarão da aurora.

O dia estava prestes a nascer.

Mas, nesse instante, algo ocorreu.

Crac, crac, crac: o selo, do tamanho de uma mó, estava coberto de fissuras, e o animal de jade no topo fechou os olhos por completo.

— Maldição, não podemos esperar! Rápido, tragam madeira e óleo, acendam o fogo e queimem-no já!

O magistrado gritou, e seus guardas correram para buscar combustível nas casas.

Mas era tarde demais.

Com um último estalido, o selo encolheu de volta ao tamanho de uma palma, apagando toda sua luz, tornando-se opaco, e caiu abruptamente.

Abaixo, a névoa negra exalava do corpo do demônio.

Pum, o selo foi arremessado pela cauda do demônio.

Miau—

Uma sombra negra saltou da névoa: era o gato negro.

Ferido, coberto de cortes, impulsionou-se com força, fugindo para o oeste como uma flecha.

— Senhor, o demônio escapou! Nós...

O magistrado tentou levantar-se, mas sentiu-se esgotado, sem força nos músculos. Olhou ao redor e viu que todos os guardas estavam igualmente debilitados.

Provavelmente, a exposição excessiva à energia demoníaca.

— Deixe estar, esse demônio não ousará causar mais estragos. Ordene aos irmãos que descansem bem.

— Sim, senhor.

...

Nos bosques afastados a oeste, o demônio felino, enorme e negro, repousava na relva, e seus ferimentos iam se curando sob a névoa escura.

Então, uma canção suave ressoou:

“Sou livre como o vento, não busco buda nem venero os deuses, convido a lua para beber, abraço o sol em meus sonhos...”

Pela trilha, aproximava-se um homem de vestes estranhas.

Usava uma coroa dourada, túnica bicolor, manga esquerda negra, direita branca, e à cintura pendia um jade exuberante.

Na mão direita, segurava uma cabaça vermelha de vinho, cujo aroma inebriante escapava por entre os vapores.

“Não sabem quem sou, dizem que um celestial desceu à terra...”

— Ora, mas que gato preto temos aqui? Venha, deixe-me ver.

O homem, embriagado, aproximou-se, examinando o demônio felino ferido.

Rugido!

O demônio abriu a boca, emitindo um urro fraco, tentando afugentar o estranho.

— Sim, sim, entendi.

O homem, longe de se intimidar, parecia compreender algo, assentiu com seriedade, e, estendendo a mão esquerda, acariciou a cabeça do gato três vezes:

— Moça, você sofreu demais.

Miau.

O gato abaixou a cabeça, murmurando em miados, como se chorasse de tristeza, e lágrimas deslizaram por seus olhos.