Capítulo Três: Ascensão do Mago

Penghancur Bintang Xiao Feng 2865字 2026-03-13 14:32:23

        Xiao Chen retirou sua força espiritual da Origem da Magia.

        Quando Delong e os demais chegaram ao local, o turbilhão já havia desaparecido do céu.

        “Olhem, há um homem ali.” Natasha, sempre perspicaz, avistou alguém meio reclinado sob uma moita.

        Era um jovem de cabelos negros, vestindo uma túnica de mago de tecido ordinário.

        “É da nossa escola, está no curso preparatório.”

        Natasha exclamou, decepcionada. Ao testemunhar o tornado formado pelos elementos do vento, deduzira que seria obra de um mago de nível intermediário, jamais de um mero estudante do preparatório, sem sequer a qualificação de mago pleno.

        “Espere... não faz sentido. Um aluno do preparatório, como pode estar aqui?!”

        De súbito, Natasha percebeu, soltando gritos de espanto.

        Todos ali provinham da Academia Estelar; conheciam bem seus regulamentos: alunos do preparatório não eram considerados membros oficiais, ingressavam por vias indiretas e, se não fossem aprovados em três anos, teriam de deixar a escola. Eram, pois, os mais baixos e desprezados, sem sequer o direito ao emblema acadêmico.

        Que um aluno do preparatório, sem atingir o nível de mago de uma estrela, estivesse na prova mortal do “Pântano do Sangue Negro”—ainda que apenas na área externa—era insano.

        “Esse sujeito é louco?”

        “Lixo do preparatório, ousa vir aqui? Está cansado de viver.”

        “Kyle, ouviu falar de algum idiota do preparatório participando desta prova?”

        Num instante, vozes de escárnio e risos ecoaram por todo o grupo.

        Os membros da equipe de prova pareciam diante da mais grotesca piada. Já imaginavam contar a história aos colegas, certo de arrancar gargalhadas.

        “Ei, garoto do preparatório, viu algum outro mago por aqui?” Natasha perguntou com um sorriso zombeteiro.

        Xiao Chen olhou para eles, mas não respondeu.

        “Droga, idiota, estou falando com você, ficou mudo?” Safin vociferou furioso.

        As pupilas de Xiao Chen se contraíram, revelando um brilho perigoso. Em sua vida anterior, jamais alguém ousara desafiar a “Estrela Demoníaca”—os arrogantes, todos pereceram.

        Safin, praguejando, avançou, mas Delong o deteve com firmeza.

        “Não se aproxime. Ele está envenenado... pelo Víbora de Escamas Negras.”

        “Envenenado?”

        Todos então perceberam que o pé do jovem, exposto sob a túnica, estava inchado e tomado de um roxo profundo.

        Delong era o único ali que reconhecia tal veneno.

        Seu rosto demonstrou um temor residual. No ano anterior, durante uma prova nesse local, um estudante fora mordido pelo Víbora de Escamas Negras, agonizando por um dia e uma noite antes de morrer.

        O veneno era lento, mas insidioso e tenaz, corroendo a carne pouco a pouco. Antídotos comuns eram inúteis; apenas um alquimista poderia salvar, ou alguém com cultivo de espadachim ou mago.

        Mas espadachins e magos... que nível! Cada um é uma figura eminente, mesmo na Academia Estelar, ocupando ao menos o posto de instrutor interno. Em qualquer civilização de baixo nível, seriam marqueses, dignos do respeito de reis. Alunos externos jamais poderiam alcançar tal patamar...

        Quanto aos alquimistas, sua posição era ainda mais elevada, praticamente inexistente em civilizações inferiores.

        Mil pensamentos cruzaram a mente de Delong, que olhou para Xiao Chen como se fosse carne morta.

        Por fim, falou com indiferença: “Vamos, o veneno do Víbora de Escamas Negras não tem cura.”

        “Então ele foi envenenado... não dissemos? Um idiota do preparatório só vem aqui para morrer.” Safin comentou, triunfante.

        “Desfrute bem seus últimos momentos de vida.”

        “Ha! Há tolos assim mesmo.”

        Risos frios e palavras de escárnio se multiplicaram, enquanto todos se preparavam para partir.

        “Natasha, ele também é da nossa escola... abandoná-lo aqui não é cruel demais?” Uma voz tímida se ergueu entre as zombarias.

        Todos se calaram, voltando-se para a origem da voz.

        Era uma garota que acompanhava Natasha: cabelos curtos, loiros e apagados, rosto pálido com algumas sardas, de aparência comum e postura retraída—uma figura insignificante no grupo de aventureiros.

        “Betty, não precisa de sentimentalismo... Este é o Pântano do Sangue Negro, com alto índice de mortalidade. O contrato da prova com a Academia é claro: todo perigo deve ser assumido.”

        “Idiotas sem noção, morrer não faz diferença...”

        “Mas...”

        “Chega de ‘mas’... Vamos logo. Ou pretende ficar aqui sozinha?”

        A voz de Natasha endureceu, e ela se virou para partir.

        Quando haviam caminhado cerca de dez metros, rugidos estranhos e assustadores de feras ecoaram do fundo do pântano.

        Betty estremeceu, o medo sufocando sua compaixão.

        Ela sabia que, naquela selva de perigos, sua força ínfima equivalia a procurar a morte se ficasse só. E, além disso, aquela prova era uma oportunidade que não podia perder...

        Baixou a cabeça e apressou-se a acompanhar o grupo.

        Ao se distanciar, não resistiu e olhou para trás.

        O jovem de cabelos negros permanecia sentado, sereno, sem qualquer vestígio de terror ou desespero diante do veneno mortal.

        Betty percebeu claramente: os lábios do rapaz curvavam-se num sorriso frio, desenhando um arco gélido.

        ~~~~~~~~~~     ~~~~~~~~~~

        Xiao Chen contemplou o grupo afastando-se, impassível, sem a menor agitação.

        A suposta fraternidade entre alunos da Academia Estelar, a indiferença diante da morte, nada lhe provocava raiva.

        Pelo contrário: aquelas criaturas insignificantes ousaram exibir-se diante dele...

        Se não fosse por agora... hm...

        Ele sorriu frio, os olhos reluzindo, e gradualmente recobrou o foco. Sua consciência examinou o próprio corpo.

        Em pouco tempo, o veneno avançara, corroendo os tecidos, aproximando-se do coração.

        “Além de possuir uma alma mais forte que a dos comuns, não tenho qualquer cultivo; os meridianos deste corpo estão bloqueados... Não posso ativar a força estelar. Resta tentar a energia mágica.”

        Murmurou para si.

        Há pouco, com sua força espiritual, penetrara na Origem da Magia, absorvendo elementos do vento e conjurando um turbilhão poderoso.

        Sem hesitar, novamente conduziu sua força espiritual ao abdômen, à Origem da Magia.

        Os elementos do vento, impetuosos, voltaram a fluir, mas Xiao Chen, agora experiente, controlava-os, permitindo-lhes adentrar seu corpo gradualmente.

        Incontáveis partículas invisíveis de vento penetravam, reunindo-se na Origem da Magia.

        Compressão contínua, incessante.

        A Origem da Magia, antes reprimida pelo veneno e quase “extinta”, do tamanho de um grão de feijão, começou a expandir-se... expandir-se... sua cor, cada vez mais azulada...

        BOOM~~~~~~~~~~

        Enfim, a quantidade gerou qualidade.

        Quando a Origem da Magia atingiu o tamanho de um ovo, explodiu abruptamente. Incontáveis pontos verdes formaram fios azulados, preenchendo o dantian; sob controle da força espiritual, os fios giravam e se condensavam...

        Ao final, formaram um pequeno redemoinho azul-claro, como a ponta de um dedo, girando velozmente.

        Os elementos do vento, intensos, circulavam dentro do pequeno vórtice, sendo lançados para fora.

        Dentro e ao redor do corpo, num raio de um metro, o vento parecia fundir-se à sua essência... Como se uma aura de vento o envolvesse, impregnando-o de seu ritmo...

        Qualquer mago atento perceberia: aquele jovem de cabelos negros, em minutos, atravessara o limiar da magia, condensando o vórtice do vento e tornando-se um mago de uma estrela.

        Entretanto, a transformação não cessou...

        Xiao Chen não sentia exaustão espiritual.

        Os elementos do vento continuavam a afluir...