Capítulo Um: Assim, fui transportado.

Orang-orang dan kisah-kisah dari tahun-tahun yang telah kulalui Huang Xiaowei 4181字 2026-03-12 07:17:55

— “O Caminho do Céu, o que seria o Caminho do Céu?”
— “O Caminho do Céu é a vontade que se forjou após bilhões de anos de desenvolvimento e evolução do Céu e da Terra. Desde o advento da humanidade, ele contempla o mundo dos homens do alto, testemunhando milênios de nossa história. Mas, em sua posição inatingível, ele não pôde evitar um questionamento: ‘História’ — essa palavra que para os humanos representa o passado, aquilo que já está consumado — e se ele intervisse, alterasse ao menos um detalhe, que transformações adviriam à humanidade? E assim, ele...”

“Pare!!!”

Um jovem de feições delicadas, vestindo meia camisa branca, estendeu a mão interrompendo as palavras do velho sujo e desgrenhado à sua frente, e, com manifesta resignação, disse:
“Digo-lhe, senhor, não acha um tanto descabido, sendo o senhor um vendedor de telefones piratas na calçada, vir discutir comigo sobre o Caminho do Céu?”

O velho, com um olhar malicioso, esfregou as mãos e riu:
“Ei, rapaz, você é esperto, percebeu de imediato que meus aparelhos são falsificados. Mas abaixe um pouco a voz, não deixe os outros ouvirem…”

O jovem lançou um olhar aos telefones piratas expostos:
“Vovô… Seu ‘iPhone 6’ tem até o logo da Nokia, qualquer um que não seja cego não compraria, e ainda diz ‘dual chip, dual standby’ atrás…”

Esse jovem chamava-se Huang Xiaowei, um desempregado que, após um mês recluso em casa, sentia-se entediado. Por isso, decidiu vaguear pela cidade, indo ao mais célebre mercado de usados, na esperança de garimpar algum tesouro. Mal entrou, foi surpreendido por um velho de sorriso vulgar, vestido como um refugiado recém-chegado da África, que agarrou-lhe a mão e não a largava de jeito nenhum. Isso incomodou profundamente Huang Xiaowei… Principalmente porque as mãos do velho estavam imundas e, além disso, exalava um cheiro forte, como se tivesse acabado de sair de um amontoado de lixo…

No instante em que o velho o agarrou, Huang Xiaowei entrou em pânico, supondo ter encontrado um pervertido. E, sem hesitar, gritou:
“Socorro! Um velho pervertido está atacando um homem hétero!”

Mas antes que pudesse terminar, sentiu uma mão suja tampando-lhe a boca. Ora, esse velho desgraçado devia ter acabado de coçar o traseiro, só pode…

Por sorte, logo o velho explicou suas intenções: bastava ouvir-lhe uma história. Afinal, já avistara Huang Xiaowei pronto para discar 110.

Assim, com relutância e má vontade, Huang Xiaowei se viu sentado diante da banca do velho, ouvindo sua explanação sobre o Caminho do Céu. Embora o tivesse interrompido, o velho não se incomodou, e, sorrindo, ofereceu-lhe um cigarro Hongmei barato. Huang Xiaowei, olhando para o cigarro tão sujo quanto seu dono, hesitou por muito tempo, antes de sacar do bolso traseiro um Changbaishan. E assim, os dois, cada um com seu cigarro, começaram a conversar animadamente.

O velho bateu a cinza do cigarro, assumindo o ar de um pequeno príncipe melancólico:
“Ai… O Caminho do Céu, por milênios inatingível, também acabou desenvolvendo uma veia lúdica, desejando alterar vestígios de certos acontecimentos passados, curioso sobre que mudanças isso traria ao futuro da humanidade. Mas será que ignora que modificar a história arbitrariamente pode causar consequências gravíssimas?”

Huang Xiaowei, divertindo-se, tragou o cigarro e perguntou:
“E que consequências seriam essas? Aliás, esse senhor Caminho do Céu, com tanta idade, ainda mantém um coração de criança?”

O velho, agora sério, respondeu:
“Muitas, muitas consequências aterradoras. Por exemplo, se Zhuge Liang morresse um dia antes, isso levaria à queda antecipada de Shu Han em três meses, acelerando a unificação dos Três Reinos. Por causa dessa unificação prematura, durante o período das invasões das Cinco Tribos Bárbaras, o poderio militar chinês não teria sido tão desgastado e, assim, exterminaria facilmente os invasores.”

“E, devido ao efeito borboleta, Newton, do outro lado do oceano, levaria uma maçã na cabeça um dia antes e, mais cedo, formularia a lei da gravidade; Einstein, também, inventaria a bomba atômica antes, elevando ainda mais o patamar da Segunda Guerra Mundial.”

“Chega, chega!” Huang Xiaowei apressou-se em interromper o velho, admirado com a velocidade de seu discurso — esse velho devia ter sido do ramo de marketing multinível. “Diga logo qual seria o resultado final.”

O velho, descontraído, respondeu:
“A extinção da humanidade.”

Huang Xiaowei deu uma risada desdenhosa:
“Ha! Isso sim é uma consequência séria, viu… Bem, vovô, embora eu não tenha nada para fazer, também não tenho tempo para ouvir suas bobagens. Estou indo, adeus.”

“Ei, ei, rapaz, vai mesmo embora?”

“Claro! Se não for, vou ficar aqui ouvindo suas lorotas?”

Os olhos do velho brilharam e ele sorriu:
“Está bem, nosso encontro hoje é obra do destino. Assim, vou lhe dar um velho amigo que me acompanhou por muitos anos.”

Enquanto falava, o velho trouxe de perto uma bicicleta cuja roda já estava torta e disse:
“A partir de agora, você é o dono dela. E tenho aqui um manual secreto para lhe entregar.”

Huang Xiaowei pegou o livro e, ao ver o título, ficou atônito: “Sobre a Travessia”.

Com o manual nas mãos, Huang Xiaowei suspirou:
“Diga, vovô, está tão desocupado que veio me pregar peças? Apareceu com esse livro imundo dizendo que é manual secreto?”

O velho murmurou:
“Desbotou, antes era azul.”

Huang Xiaowei soltou um suspiro:
“Diga logo, quanto quer por essas duas coisas?”

O velho, sem dizer palavra, começou a arrumar a banca. O gesto deixou Huang Xiaowei perplexo, ouvindo-o dizer:
“Já disse, é um presente, não quero um centavo. Pronto, se estivermos destinados, nos veremos de novo.”

“Ei, ei, vovô, é sério isso? Me faz de lixeira de graça?!”

O velho, com um grande saco de estopa nas mãos, calmamente foi recolhendo todos os telefones piratas, e afastou-se a passos largos, sem olhar para trás, dizendo com ar de quem nada deve:
“Jovem, o velho Li acredita que em breve você virá me procurar. Moro no beco da família Li, na Cidade Leste. Basta perguntar por Li Sîye, mas não diga que me conhece — diga apenas que veio cobrar uma dívida.”

Olhando o vulto do velho afastar-se, Huang Xiaowei permaneceu confuso ao vento, questionando-se sobre a índole daquele homem!

Virando-se, examinou a bicicleta e o livro “Sobre a Travessia”, riu, e empurrando a bicicleta seguiu para casa. O velho Liu, que recolhe sucatas na vizinhança, talvez se interessasse por ela.

Assobiando, Huang Xiaowei empurrava a bicicleta pela rua, com aquele ar abobalhado de quem nada deve. Fora o aro torto, o resto da bicicleta até que não estava tão ruim. Por pura teimosia, subiu nela para pedalar.

Ora, nem estava tão ruim, só um pouco desconfortável.

Enquanto pedalava, pensava consigo:
“Hoje, sem gastar um centavo, consegui uma bicicleta velha. Que sorte!”

Huang Xiaowei era formado em História por uma universidade de terceira categoria. Recém-graduado há um mês, encontrava-se, como diz o ditado, ‘formou, ficou desempregado’.

Seus pais, contudo, não se mostraram decepcionados. Na primeira semana, ao vê-lo voltar cabisbaixo de uma entrevista fracassada, limitaram-se a um olhar de resignação, como se já esperassem.

Afinal, não precisavam se preocupar com o futuro do filho: quando a família foi realocada, receberam um imóvel comercial, e os pais abriram um restaurante, de negócio estável, com um lucro anual de trezentos a quatrocentos mil yuans.

Nos planos deles, a faculdade para Huang Xiaowei não passava de um passatempo. Afinal, graduado em História por uma universidade medíocre, faria o quê?

O destino era claro: tocar o restaurante.

Mas Huang Xiaowei sentia-se profundamente frustrado. Imaginem, quem passou a vida entre livros de História e Literatura, ter de passar o resto dos dias entre panelas e colheres de pau!

E o pior de tudo: não o pressionavam para arranjar emprego, mas sim para…

Casar!

Por isso, nos últimos dias, Huang Xiaowei não fazia outra coisa senão encontros arranjados. Na verdade, hoje ele só estava no mercado de usados fugindo de mais um encontro. E por que fugia?

Aqui é preciso mencionar o gosto peculiar de sua mãe: para ela, boa esposa é aquela que sabe levar a vida, e, geralmente, mulheres assim… não são das mais belas.

Nesses dias, Huang Xiaowei conheceu uma infinidade de “mulheres dinossauro”. Só então percebeu que o feio não tem limites, há sempre algo mais feio.

Chegou a acordar assustado de pesadelos, sentado na cama, pensando, pesaroso:
“Pai, mãe, vocês não precisam ser tão cruéis, não é? Eu sou mesmo filho de vocês, certo? Por que, quando criança, só por ter dado a mão a uma colega de classe, apanhei tanto de vocês? Agora, basta ver uma mulher bonita que fico nervoso…”

“Resultado: em mais de dez anos de escola, não fiz nada além de estudar (e nem estudei tanto assim), e, mal me formei, querem me casar. Que justiça há nisso?”

Quanto mais pensava, mais desolado se sentia. Nem vale a pena continuar, era só lágrimas e lamentos.

Pedalando, Huang Xiaowei notou algo estranho: como podia ter pedalado meia hora sem chegar em casa?

Olhou ao redor, e ficou perplexo:
“Caramba, vim parar no campo, que desolação…”

Sobre a bicicleta, observou as colinas áridas ao redor. Achou estranho: já conhecia os arredores da cidade, mas nunca vira paisagem igual; aquilo parecia o planalto de Loess em Shaanxi…

“Ué? Tem fumaça lá longe. Vou dar uma olhada.”

Sua curiosidade foi despertada, e pedalou em direção ao vilarejo de onde subia a fumaça. Ao se aproximar, viu um camponês vestido à moda antiga, trazendo uma enxada ao ombro.

Huang Xiaowei ficou atônito, distraído com a paisagem. Não viu as pedras no caminho e, com um barulho surdo, voou da bicicleta, caindo de cabeça.

“Ai, ai, ai… Doeu pra caramba”, disse, sentando-se no chão, com o rosto contorcido de dor.

O camponês aproximou-se, curioso e receoso, e perguntou:
“Quem és tu?”

Huang Xiaowei, esfregando o braço avermelhado pela queda, respondeu envergonhado:
“Desculpe, irmão, aqui é o set de filmagens, não é? Já vou embora, ok?”

Levantou-se apressado, caminhando em direção à bicicleta, murmurando:
“Estranho, não ouvi dizer que teriam gravações por aqui…”

De repente, uma ideia lhe ocorreu, e parou, atônito. Olhou ao redor: não havia ninguém, nem sombra de gente. Que filmagem seria aquela? Não seria…

Instintivamente, olhou para o livro “Sobre a Travessia” no cesto da bicicleta, e riu de si mesmo. Impossível, atravessar o tempo numa bicicleta velha? Nem escritores de fantasia ousariam tanto.

Aproximando-se do camponês, fez-se engraçado:
“Irmão, de que equipe de filmagem vocês são? Tudo bem produzido, até as perucas parecem reais.”

O camponês, surpreso, respondeu:
“Jovem, do que falas?”

“Você é bem profissional, irmão. Mas este lugar não me é familiar, não parece nem um pouco com os arredores de minha cidade…”

“Aqui é Xianyang.”

Huang Xiaowei, ao ouvir esse nome ao mesmo tempo estranho e familiar, caiu na gargalhada. Esses figurantes eram mesmo dedicados, sustentando a encenação até o fim. Devia ser algum programa de pegadinha — era possível. Mas…

Por alguma razão, ao encarar o olhar franco do camponês, Huang Xiaowei perdeu o riso. Xianyang? Não, não podia ser aquele Xianyang. Impossível!

Mas… e se tentasse? Mal não faria. Para tirar a dúvida, esticou a mão em direção ao cabelo do camponês e puxou.

No segundo seguinte, dois gritos lancinantes ecoaram pelos ares: um do camponês, outro… de Huang Xiaowei.

“Caramba, é cabelo de verdade! Eu realmente atravessei o tempo numa bicicleta velha!”

------------------- Linha divisória -------------------
523513436: este é o grupo de fãs criado por Xiaowei. Por ora, apenas três pessoas fazem parte, mas convida todos a se juntarem e se divertirem com ele.