Capítulo Um: A Vida Serena do Super-Homem Enfrenta Perturbações

Aku bukan berasal dari Krypton; akulah sang Superman. Gur Gua 3445字 2026-03-12 07:17:03

Uma porção de acelga, vinte ovos, cinco tomates. Pizza? Melhor pedir pizza mesmo, a Beatriz gosta disso.
Após escolher os mantimentos, Lin Qi dirigiu-se ao caixa do supermercado para pagar.
Lin Qi tem vinte e três anos; seus traços são talhados como uma escultura, belo e impressionante. A bela loira do caixa não desviava o olhar, seus olhos brilhavam com um fulgor peculiar — aquele olhar que revela um interesse súbito.
Muitas mulheres reagiam assim diante de Lin Qi; algumas chegavam a convidá-lo diretamente para o leito, e, se a química persistisse após a noite, iniciavam um romance.
Era uma maneira de amar estranha, mas Lin Qi já se habituara, tantas vezes a encontrara.
“Oito dólares, por favor.”
O recibo foi impresso; a loira do caixa inclinou-se para pegar uma caneta, a cascata dourada de cabelos cobria o rosto alvíssimo, o corpo curvado desenhando formas sedutoras.
Ágil, ela escreveu uma fileira de números no verso do recibo e o entregou a Lin Qi.
Ela era bela, o corpo perfeito; mas Lin Qi já tinha namorada, e enquanto está com alguém, evita envolver-se com outras.
Recebeu o recibo e saiu do supermercado.
Lin Qi tinha a aparência de um mestiço, mas se o era de fato, nem ele sabia. Quando atravessou para este mundo, o original tinha apenas dez anos e não guardava memórias dos pais, vagando sozinho pelas ruas.
Embora viva ali há treze anos, Lin Qi preserva certos hábitos de vida da antiga pátria, como chinês.
Por vezes prepara pratos chineses para se mimar, como ovos mexidos com tomate; o sabor familiar desperta-lhe saudades profundas.
Estamos em 2006, em Manhattan, Nova Iorque.
O dia está esplêndido: céu límpido, sol radiante.
Na porta do supermercado, carros reluzem sob a luz, obrigando Lin Qi a semicerrar os olhos.
Com o olhar, encontra seu automóvel — um sedã branco tcheco, recém-adquirido há dois dias, ainda nas delícias do “período de lua de mel”.
Carregando as sacolas, dirige-se ao carro, quando ouve, após longo tempo, o som do sistema:
“Ding: absorção de energia concluída, absorção de energia lv2.”
Estaca por um instante, depois retoma o passo, agora mais leve, de ânimo renovado.
Tira a chave, entra no carro e senta-se ao volante.
Fecha a porta, certifica-se de que ninguém observa, e com um pensamento faz as sacolas desaparecerem, enviando-as ao espaço privado.
Lin Qi possui um “cheat”, embora não saiba se veio com a travessia ou se já era do corpo original.
“Livro, venha.”
Murmura, e um volume de capa de bronze surge em sua mão.
Na capa, quatro caracteres em baixo-relevo: Livro da Evolução.
Ao abrir a pesada capa, lê na primeira página seus atributos:
Nome: Lin Qi Alvin
Linagem: Super-humano
Habilidades:
Absorção de Energia lv2: absorve luz solar e lunar, bem como a energia cinética de ataques físicos, armazena energia no corpo, fortalece o físico, aprimora sentidos, evolui habilidades correlatas.
Super Defesa lv3: impenetrável, a maioria das balas não causa dano letal.
Super Cura lv2: velocidade de recuperação dez vezes maior.
Espaço Privado lv1: espaço do tamanho de um guarda-roupa, capaz de armazenar seres vivos.
Na segunda página do Livro da Evolução estão as habilidades principais do super-humano:
Absorção de energia, super-força, super-velocidade, super-visão, super-audição, super-resistência, super-defesa, super-cura, super-cérebro, super-digestão, super-respiração, voo, visão calorífica, sopro congelante.
Na terceira página, as habilidades secundárias:
Leitura mental, magia, imunidade à magia, espaço privado, alteração de tamanho, duplicação, canhão eletromagnético, raio, controle de densidade, invisibilidade, super-expansão, metamorfose, intangibilidade...
O livro só permite abrir três páginas; as demais permanecem vedadas.
Com absorção de energia em lv2, agora é possível escolher a próxima habilidade a evoluir; toda energia absorvida será dedicada a aprimorar o escolhido.
No início, para sobreviver, com absorção de energia ainda em lv1, Lin Qi concentrou-se em aprimorar defesa e regeneração.
Sentindo-se seguro, enfim evoluiu o espaço privado, embora este avançasse com lentidão extrema, levando-o a priorizar novamente a absorção de energia.
A evolução dessas habilidades consumiu treze anos.
Agora, com absorção de energia em lv2, a captação é mais rápida, o que acelera o progresso das demais habilidades.
Voltando à segunda página, Lin Qi decide que seu próximo objetivo será o voo.
Erguer-se do chão, ascender ao céu — o sonho eterno da humanidade, e Lin Qi não é exceção.
Ao confirmar, surge ao lado de “voo” uma barra de progresso; ao preenchê-la com energia, o poder se manifestará naturalmente.
Essas habilidades lembram os super-homens dos filmes e quadrinhos; Lin Qi os conhecia antes de atravessar, e neste mundo eles também existem.
Contudo, há diferenças:
O super-homem tradicional tem sangue de Krypton; Lin Qi detém diretamente a linhagem do super-humano.
O kryptoniano possui o Livro da Vida; Lin Qi, o Livro da Evolução.
O kryptoniano absorve energia do Sol amarelo; Lin Qi pode absorver até o luar, e também energia gerada por ataques físicos.
O super-homem de Krypton evolui conforme a ciência: força, defesa, cura, tudo levado ao extremo.
Lin Qi, além dessas, possui habilidades “não científicas”: mudar de tamanho, espaço privado, controlar densidade, etc.
O kryptoniano vive no universo DC; Lin Qi, ao atravessar para este mundo, encontrou a Stark Industries, deduzindo estar no universo Marvel.
O kryptoniano é altruísta, salva todos; Lin Qi não é tão generoso, fecha a porta e vive bem sozinho.
O kryptoniano oculta a identidade sob a máscara de repórter;
Lin Qi também esconde quem é, tornando-se um plagiador literário — “Harry Potter” e “As Crônicas de Gelo e Fogo” são de sua autoria neste mundo, rendendo-lhe fortuna suficiente para gastar à vontade.
Com dinheiro e sem o peso da responsabilidade de salvar o mundo, Lin Qi vive seus dias em plenitude, satisfeito consigo mesmo.
Se pudesse, viveria assim indefinidamente.
Embora Nova Iorque, com Tony Stark, esteja destinada ao perigo, Lin Qi, como super-humano, permanece tranquilo.

O carro parte, rumo ao lar; Lin Qi pega o celular, coloca o fone de ouvido, sorrindo ao ligar para a namorada, Beatriz.
“Querida, onde está?”
A voz de Beatriz responde: “Lin Qi, estou fazendo trabalho voluntário em Clinton, já termino, volto logo, espere por mim.”
Lin Qi tem dinheiro, e Beatriz aceita usá-lo; depois que assumiram o relacionamento, ela deixou o emprego de garçonete para dedicar-se a ser um canário dourado. Lin Qi, com sua gentileza oriental, não se importa — o homem trabalha para sustentar a mulher, pensa ele. Beatriz, no início constrangida, habituou-se com o tempo.
Com mais tempo livre, Beatriz dedica-se ao voluntariado: ajuda em orfanatos, acompanha idosos solitários, etc.
Lin Qi não se opõe ao voluntariado, mas o fato de ela atuar em Clinton o inquieta.
Clinton tem um nome alternativo: Hell’s Kitchen, a “Cozinha do Inferno”, um purgatório terreno.
É um famoso gueto; Lin Qi não discrimina pobres, mas sabe que, em desespero, tudo é possível — crimes, incêndios, saques.
Além disso, Hell’s Kitchen é um caos notório, dominado por gangues; com a beleza de Beatriz, é perigoso demais.
“Por que foi para lá? É arriscado.”
Beatriz responde, leve: “Fique tranquilo, está tudo bem, a polícia nos protege. São pessoas tão carentes aqui.”
Lin Qi arqueia a sobrancelha: “Certo, cuide-se, não perca de vista os policiais. Daqui a pouco vou lhe buscar. Onde você está exatamente?”
Retira o fone, guarda-o na gaveta. Pisando no acelerador, apressa-se; não confia em deixar Beatriz só, e estando por perto, mesmo se algum insensato surgir, ele saberá lidar.

————

Do outro lado, Beatriz guarda o celular, o rosto radiante de felicidade, pega um saco de lixo e sai do prédio decadente.
O edifício data dos anos 70 ou 80, já bastante deteriorado; as paredes vermelhas exibem buracos e rachaduras, a escada não tem vidros, apenas aberturas quadradas para a luz entrar, e teias de aranha ocupam os cantos.
Beatriz chega ao térreo, descarta o lixo na lixeira; ao lado, ouve-se um assobio.
“Ei, olha pra cá.”
Ela busca a origem da voz: à porta de um bar, três homens de brinco, peito à mostra, tatuagens, cigarro entre os dedos.
Bandidos, sem dúvida. Beatriz lança-lhes um olhar de desprezo e vira-se para sair.
Os três, atraídos pela beleza, jogam fora o cigarro e avançam.
“Ei, gata, vamos beber juntos.”
Um tapa no traseiro. Beatriz cora, furiosa: “Saiam daqui ou chamo a polícia!”
Os três riem alto.
O responsável pelos voluntários, John Wilmot, um homem de meia-idade de óculos, vê o tumulto e corre para intervir, mas é derrubado por um soco dos bandidos.
John assiste, impotente, enquanto Beatriz é arrastada para dentro do bar, apesar das lutas e insultos, incapaz de escapar, suas palavras só provocando mais agressões.
Que poderia ele fazer? Seu trabalho principal é gerente de shopping; o voluntariado é apenas um esforço social, mas não tem poder contra gangues — só pode assistir, impotente.