Capítulo Cinco: O Diário Íntimo de Tang Xin

Raja Api yang Mendidih Liuxia Hui 3459字 2026-03-15 14:35:12

Capítulo Cinco: O Diário Íntimo de Tang Xin!

A persuasão de Bai Su era formidável: ela convenceu Tang Zhong a juntar-se à Borboleta, persuadiu Lin Huiyin e Zhang Hepburn a aceitarem que Tang Zhong se instalasse na mansão. Mesmo diante de todas as insatisfações em relação a Tang Zhong, naquela noite, o jantar foi dominado por pratos picantes. Lin Huiyin e Hepburn, de apetite naturalmente diminuto, ainda mais irritadas, mal tocaram na comida antes de se retirarem para seus quartos.

Tang Zhong, por outro lado, achou aqueles pratos fartos de carne e peixe perfeitamente adequados ao seu paladar; devorou-os com voracidade, esvaziando quatro grandes travessas e três tigelas por completo.

— Satisfeito? — Bai Su apoiou o rosto com uma mão, olhando para Tang Zhong que acabava de pousar os talheres.

— Satisfeito — Tang Zhong assentiu, satisfeito. Esta vida não era má: comida pronta, roupas à disposição, e ao redor da mesa, belas mulheres o acompanhavam — ainda que com semblantes carregados, seus rostos eram belíssimos.

— Quer um pouco de fruta? — perguntou Bai Su.

— Tem uvas?

— Sim — Bai Su confirmou. Voltando-se para a empregada que recolhia a louça, ordenou: — Senhora Wu, quando terminar, traga algumas uvas lavadas.

— Está bem — respondeu a senhora Wu.

— Hoje à noite, também dormirei aqui — declarou Bai Su.

Tang Zhong sorriu e disse:
— Tem medo de que elas se juntem para me eliminar?

Bai Su assentiu:
— E também temo que você vire um ladrão de flores durante a noite.

— Se eu realmente tivesse essa intenção, de que adiantaria você ficar? — retrucou Tang Zhong. — Hoje você já viu, não é páreo para mim.

— Posso pedir socorro — sorriu Bai Su, com doçura.

— E se eu entrar no seu quarto? — Tang Zhong semicerrava os olhos, medindo-a com um olhar lascivo.

— Se eu não entrar no inferno, quem entrará? — Bai Su falou com seriedade. — Se for para salvar duas jovens do perigo, esta velha se sacrifica para servir ao lobo.

Após uma breve pausa, Bai Su o fitou com um olhar malicioso, dizendo:
— Além disso, você é bem bonito.

——

Tang Zhong foi derrotado.

Depois de muitos anos de penitenciária, esforçando-se para se tornar um respeitável malandro, pensava agora poder finalmente erguer a cabeça, invencível e solitário, pronto para conquistar o mundo — mas não esperava, ao pisar na sociedade, encontrar uma lobisomem feminina, refinada pelas agruras da vida.

Bai Su comeu algumas uvas ao lado de Tang Zhong, espreguiçou-se, e disse:
— Estou exausta. Para convencer você a entrar na Borboleta, meu lábio já ficou fino de tanto falar. Vou tomar banho e dormir. Você também deve descansar cedo. Amanhã, alguém virá para cuidar do seu visual. Ah, você dormirá no quarto mais ao leste do primeiro andar, que era de Tang Xin. Tudo lá está em ordem, nem precisa de faxina...

O quarto de Tang Xin?

No canto dos lábios de Tang Zhong surgiu um arco sedutor.

Aquela arrumação era, sem dúvida, para que ele se “aproximasse” da irmã que jamais conhecera formalmente, aprofundasse sua afeição por ela e não fugisse quando chegasse o momento decisivo.

Afinal, ele ainda não assinara nenhum contrato de “venda” com elas; se algo não lhe agradasse, poderia fugir a qualquer instante.

— Essa mulher é interessante — pensou Tang Zhong, observando Bai Su subir as escadas, balançando a cintura e os quadris generosos.

Como se sentisse o olhar de Tang Zhong, Bai Su parou no meio da escada e olhou para trás. Sob a luz do lustre de cristal, ela parecia envolta numa aura prateada: voluptuosa, graciosa, deslumbrante.

— Bruxa — murmurou Tang Zhong.

— Canalha — Bai Su também mexeu os lábios.

Ela não emitiu som, mas Tang Zhong sabia exatamente quais palavras ela pronunciara.

O quarto de Tang Xin era amplo, cerca de quarenta ou cinquenta metros quadrados. Além de uma cama branca, destacava-se uma fileira de estantes abarrotadas de livros — não revistas de moda, mas tomos como “Os Clássicos de Van Loon”, “Shiji”, “A Riqueza das Nações”. Havia também muitos romances de ficção científica e suspense, demonstrando sua predileção por obras que exigiam inteligência.

Não parecia o quarto de uma estrela, mas sim o escritório de uma escritora.

Diante da estante, uma mesa branca de madeira, sobre a qual repousava um computador Apple e várias fotos de menina. Uma delas era do grupo Borboleta; as outras, retratos solo de Tang Xin.

Tang Zhong pegou uma moldura; a garota na foto usava um uniforme escolar azul celeste, cabelos longos sobre os ombros, rosto delicado como o botão de uma aurora. Os olhos eram grandes e curvados, como meia lua. O sorriso nos lábios era doce; certamente, naquela época, ela fora muito feliz.

Sem dúvida, era uma beleza em potencial. Como Tang Zhong e Tang Xin eram gêmeos, ele também era “bonito”.

— Irmãzinha — Tang Zhong roçou suavemente o rosto da menina através do vidro, murmurando em seu coração.

Após alguns instantes contemplando a foto, Tang Zhong devolveu a moldura, abriu a gaveta da mesa.

No topo estava um diário com cadeado, adornado com o Príncipe Sapo. O diário estava trancado, impedindo a leitura do conteúdo.

— Espiar o diário alheio é imoral — pensou Tang Zhong.

— Mas, agora, eu sou Tang Xin. Ler o próprio diário não tem nada a ver com moralidade — continuou ele.

Assim, alegremente, espalhou creme facial feminino sobre o teclado do cadeado, encontrando logo três dígitos. Um clique, e o diário se abriu.

Esse tipo de “senha” era trivial para ele. No presídio de Henshan, havia condenados por assalto a banco.

Não era um “diário”, mas um “registro ocasional”. Ela apenas anotava, de tempos em tempos, impressões ou eventos dignos de lembrança, não os detalhes banais do dia a dia, como “comi um prato de macarrão com um ovo, dois pedaços de carne e uma lagarta”.

No início, havia fragmentos da vida com aquela mulher, momentos de tranquilidade e felicidade.

“Mamãe diz que meninas devem ser bem cuidadas, assim não se deixam enganar por pequenos agrados dos meninos. Toda vez que volto para casa, ela prepara comidas deliciosas, compra roupas e joias bonitas. Ainda sou estudante, para que usar joias tão caras?”

Depois, relatos de episódios na Universidade de Nanjing, sem menção ao amor, mas destacando amigos.

“A flor de cerejeira do Instituto de Letras está linda. Su San diz que é um desperdício duas mulheres apreciarem juntas. Ela insistiu para fazermos um voto: quando a cerejeira voltar a florescer, traremos nossos príncipes encantados. Príncipe encantado? Já cresci, já posso amar.”

“Su San ficou menstruada hoje, a dor era tanta que suava frio — só de olhar, senti dor. Ser mulher é difícil.”

“Aquele rapaz de Economia veio de novo, com flores e guitarra. Será esse o modo de declarar amor? Não sei. Não gosto de pedidos tão espalhafatosos. Um guarda-chuva sob a chuva, um lugar na sala de leitura, um copo de leite fresco na aula matinal, um olhar de estímulo na tristeza. É isso que quero. Simples, mas aquece o coração.”

——

Naquela época, Tang Xin era uma jovem: bela, inteligente, feliz, sensível. Sonhava com o amor, mas se cansava de perturbações inúteis.

“Eu realmente tenho um irmão? Um irmão gêmeo igual a mim? Não sei onde está, mas preciso encontrá-lo.”

“Perguntei à mamãe, mas ela não quer falar sobre o irmão e o pai. O que aconteceu?”

“Os treinos são cansativos. Mas consigo suportar. Não gosto de dançar, mas insisto. Porque mamãe gosta.”

“Véspera de Ano Novo, antes o feriado favorito, agora o que mais detesto. Quando as famílias se reúnem, só eu e mamãe comemos guiozas.”

“Recebi notícias sobre o irmão. Estou tão feliz. Preciso encontrá-lo.”

Cada palavra, cada trecho, cada página era Tang Zhong — ele preenchia metade do diário de Tang Xin, ocupando os momentos mais belos da sua juventude.

Em algum lugar desconhecido, a vida de uma jovem era silenciosamente transformada por ele.

——

“Seria isto uma provação dos céus? Ou um teste? Disse a Su San que não temo a morte, só temo deixar arrependimentos. Agora, tenho tantos desejos inacabados. Não quero morrer.”

“Tia Bai me falou sobre a ideia de usar meu irmão como substituto. Acho que há muitos problemas nisso, mas, no fundo, sinto alguma esperança. A Borboleta é de todos nós; não pode se dissolver por minha ausência. Seria injusto com Huiyin e Hepburn. Mas, será que ele concorda?”

“Irmão, bem-vindo de volta. Incontáveis vezes imaginei que roupa usaria, que penteado teria, qual seria nossa primeira palavra — e, no fim, apenas passamos um pelo outro.”

“Dizem que o coração dos gêmeos é ligado. Quando estou triste, você também está?”

“Irmão, não sei quando poderei voltar, nem se poderei voltar.”

“Se eu viver, vou te encontrar. Se eu morrer, viva por mim.”

Ploc—

Ploc—

Ploc—

Lágrimas caíam pelas faces, pingando sobre o papel repleto de delicadas letras femininas.

As gotas se espalhavam, como um coração masculino sendo lentamente corroído.

Homens não choram facilmente; apenas quando a emoção os vence.

(P.S.: No primeiro dia de lançamento, mais de vinte mil votos vermelhos, mais de sete mil favoritos, um milhão de alianças, um bacharel, e dezesseis líderes — este é o fervoroso apoio de vocês ao velho Liu. Sem nada com que retribuir, só posso entregar cinco capítulos em agradecimento.

Um novo dia, um novo começo. Ultraman, onipotentes, vamos continuar a batalha!)