Capítulo Um: Um Jovem Nobre Adentra a Capital

Aku Menjadi Penjahat Wanita dalam Novel Yang bergerak bukanlah bendera, melainkan angin. 2413字 2026-03-12 07:14:22

No décimo ano do reinado de Zhaoyuan, no início de abril, nuvens negras se aglomeravam dentro e fora da capital, e em um instante, uma chuva torrencial desabou, fazendo a multidão dispersar-se pelas ruas em fuga.
A água da chuva golpeava as lajes de pedra azul, desertas e espaçosas; diante do portão do palácio da Princesa Imperial, já raramente frequentado, o cenário tornava-se ainda mais melancólico.
Não se sabe por quanto tempo essa cena perdurou, até que, de súbito, uma silhueta esguia surgiu na rua.
Vestido de branco, empunhando um guarda-chuva negro e conduzindo um cavalo, aquele jovem avançava.
Ao chegar diante do portão do palácio, como que por acaso, desviou levemente o olhar; viu o portão de madeira pintado de vermelho, firmemente fechado, sem sinal algum de ser aberto.
Na rua deserta, o jovem de branco mantinha-se de pé sob o guarda-chuva; ao seu lado, o cavalo castanho fazia ressoar o som de seus cascos, ecoando pela rua e alcançando o ouvido do criado à entrada.
O pequeno criado deu passos pela rua e avistou, por acaso, o jovem de branco inclinar a cabeça, ora olhando para o cavalo ao lado, ora para o portão vermelho.
O perfil do jovem, de uma beleza nobre e etérea, quase como um celestial exilado, entrou no campo de visão do criado, que, embora impressionado, parecia habituado àquela visão, sem demonstrar surpresa em sua expressão.
Apenas uma leve alegria transparecia em seu semblante.
— Senhor!
O criado ergueu as rédeas acima da cabeça, agitando-as rapidamente; sua voz atravessou o véu da chuva, reverberando por toda a rua.
Dentro do palácio, uma jovem, sem sapatos nem meias, permanecia sob o alpendre; pressentindo algo, ergueu os olhos para o portão, mas logo desviou o olhar, voltou-se para o pátio e, apressada, partiu.
Devido à chuva, os transeuntes próximos à estalagem refugiaram-se sob os beirais.
O proprietário da estalagem, generoso, ao ver tal situação, convidou todos para dentro, oferecendo chá quente gratuitamente para afastar o frio.
Seja por dificuldades financeiras ou outros motivos, o dono não se importava; convidava a todos que chegavam, e aos que não desejavam entrar, apenas mandava o atendente levar chá até eles.
Dentro da estalagem, vozes se entrelaçavam em agradecimentos e elogios ao dono.
Felizmente, já era tarde, sem risco de perturbar os hóspedes nos quartos.
Por isso, não apenas os atendentes, mas o próprio dono corria de um lado a outro, servindo chá e petiscos, pois, mesmo sendo uma oferta gratuita, sempre havia clientes dispostos a gastar algo mais, pedindo outros quitutes além do necessário.
— Aqui está, senhor, os petiscos que pediu, aproveite.
Ao terminar, sua voz ecoou pelo ambiente silencioso; o dono da estalagem estranhou e, ao levantar a cabeça, viu que todos olhavam na direção da porta.
— O que está acontecendo?
Seguindo o olhar dos demais, avistou um jovem de sobrancelhas marcantes e olhos brilhantes, traços nobres, vestindo roupas sóbrias e ostentando uma bela pedra à cintura, parado dentro da estalagem como um ser celestial.
Infelizmente, a chuva daquele dia sujara sua túnica branca com lama, impregnou-lhe um ar mundano, como uma pintura famosa manchada pelo rabisco de uma criança, o que era quase doloroso de ver.
Contemplando o jovem, de apenas dezessete ou dezoito anos, o dono da estalagem ficou por um instante absorto; já o atendente, à porta, recuperando-se, apressou-se a recebê-lo:
— Por aqui, senhor, entre!
O jovem assentiu com um leve "hm", respondendo ao chamado.

Não havia dado dois passos quando outro criado entrou apressado, trazendo duas sombrinhas negras, seguindo de perto o jovem, evidentemente seu acompanhante.
O atendente dirigiu-se ao jovem e perguntou:
— O senhor precisa de algo?
— Há quartos livres?
O jovem manteve um sorriso tênue, e sua voz era clara e agradável.
Todos acompanharam com o olhar enquanto o jovem se afastava; não se sabe quem foi o primeiro a se pronunciar, mas o salão logo voltou ao burburinho.
— Tão distinto e elegante, de que família será esse jovem?
Era uma pergunta dirigida ao amigo ao lado, mas fez com que o ambiente ficasse novamente estranho e silencioso.
Sentindo os olhares discretos dos presentes, o interlocutor limpou a garganta e respondeu:
— Não sei.
— Ah!
Um coro de desaprovação ecoou, mas o homem não se sentiu constrangido, coçou a cabeça e riu:
— De todo modo, ele não é da capital.
O coro cessou, alguns concordaram, afirmando:
— Com certeza não é.
— Mas afinal, quem é ele?
Todos balançaram a cabeça, sem saber, e voltaram a conversar entre si.
Guiados pelo atendente, o jovem de branco e seu criado chegaram ao quarto.
— Senhor, este é o seu quarto; o rapaz ficará no quarto ao lado — disse o atendente, abrindo a porta e falando baixo.
— Obrigado.
O jovem respondeu e entrou, enquanto o criado entregava uma gorjeta em prata e também adentrava.
Com a gorjeta em mãos, o atendente não mais incomodou, retirando-se.
Dentro do quarto, sentaram-se à vontade.
Pei Junyi ergueu a mão para servir-se de chá, mas o criado, ao fechar a porta, apressou-se:
— Senhor, deixe que eu faça isso.
Colocando a sombrinha negra junto à parede, correu para servir o chá a Pei Junyi.
A diligência e dedicação do criado fizeram Pei Junyi suspirar, abrindo a boca e, no fim, nada dizendo.
Era assim neste tempo; talvez, quem deveria adaptar-se era ele próprio.
Sim, Pei Junyi não pertencia a esta era.

Ou melhor, não pertencia a este mundo.
Não se lembrava de como havia atravessado, apenas sabia que estava dentro de um romance voltado ao público feminino.
Apenas o fato de ter atravessado não o incomodava, mas sua identidade era problemática.
Era um pequeno antagonista.
Sua participação se concentrava entre cem mil e cento e cinquenta mil palavras, o segundo vilão do livro.
O primeiro vilão era a “minha” irmã.
Pei Junyi suspirou internamente; não havia escolha, para mudar seu destino, só lhe restava tentar redimir-se do papel de “vilão”.
Era o que pensava, mas a trama já avançara a um ponto irreversível; o que fazer?
Só restava procurar o apoio dos grandes personagens justos que surgiriam mais tarde!
Assim, no dia em que atravessou, Pei Junyi ameaçou e persuadiu seus criados, enganou a família e o tutor, e partiu para a capital.
Felizmente, sob o reinado de Dashun, o país era próspero e seguro, com poucos bandidos nas estradas; os dois viajaram com uma caravana mercante e nada ocorreu.
Mas, com o tempo repentinamente mudando, não era conveniente visitar ninguém, só restando hospedar-se numa estalagem.
Resta saber quando o tempo voltará a abrir.
— Comprei estes petiscos junto à Ponte Yudai; são famosos, senhor, experimente.
— Está bem.
Pei Junyi assentiu, pegou um pedaço e comeu com o chá.
Talvez fossem realmente saborosos, mas Pei Junyi, distraído, não sentiu o gosto; comeu alguns e deixou o restante.
Empurrou-os na direção do criado:
— Coma você.
O criado, ainda jovem, não resistia a tais iguarias; ao ouvir, seus olhos brilharam.
Ainda assim, perguntou hesitante:
— Posso comer mesmo, senhor?
Ao erguer os olhos e ver aquele olhar radiante, Pei Junyi deixou de lado as inquietações e sorriu, resignado:
— Coma!
Com a confirmação, o criado não hesitou mais, rindo satisfeito, devorou os petiscos com alegria.